domingo, 2 de julho de 2017

GASTROPEDIATRIA

A Gastropediatria é uma área de atuação da Pediatria responsável pelo tratamento das doenças que acometem os órgãos gastrointestinais (esôfago, estômago e intestino) e o fígado.​​

Segue abaixo as principais doenças:

GASTROENTEROLOGIA PEDIÁTRICA
·         Refluxo gastroesofágico (vômitos)
·         Constipação intestinal (intestino preso)
·         Dor abdominal recorrente
·         Diarreias
·         Alergia alimentar
·         Alergia a proteína do leite de vaca
·         Intolerância à lactose
·         Doença celíaca
·         Doença inflamatória intestinal
·         Sangramentos gastrointestinais

HEPATOLOGIA PEDIÁTRICA
·         Hepatites virais (A, B e C)
·         Hepatite auto-imune
·         Icterícia (amarelão)
·         Hipertensão porta
·         Esteatose hepática
·         Alterações laboratoriais da função hepática

Dúvidas sobre locais de atendimento, acesse meu site:



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Criança APLV / alergia alimentar deve receber a VACINA DO ROTAVÍRUS?



Embora NÃO haja nenhuma associação entre o uso da vacina rotavírus e o desenvolvimento da alergia às proteínas do leite de vaca (APLV), existe o receio de alguns pais de que a vacina possa estar relacionada ao surgimento ou desencadeamento desta reação de hipersensibilidade.
Os eventos adversos mais comuns das vacinas rotavírus são: irritabilidade, febre, vômitos e diarreia, o que pode ser também atribuído às vacinas que são aplicadas simultaneamente no calendário vacinal da criança.
Não há estudos publicados que demonstrem aumento ou desencadeamento de APLV em crianças vacinadas contra o rotavírus. Lactentes que apresentam quadro de APLV com doença diarreica moderada ou grave ou vômitos, devem ter a aplicação da vacina adiada até a recuperação geral.
A vacina pode, raramente, causar sangue nas fezes pela hiperplasia nodular linfoide, resultante de colite crônica inespecífica.
Ambas as vacinas são compostas por vírus vivo atenuado, incapazes de causar doença, não havendo relação com o desenvolvimento de APLV. Por outro lado, nos últimos 10 anos, a ampliação do conhecimento e uso de exames diagnósticos para APLV têm contribuído para maior número de casos suspeitos e diagnosticados. Além disso, a idade em que a vacina é realizada coincide com a idade de maior diagnóstico da APLV, podendo aí haver forte coincidência temporal de fatores envolvidos, associados ao fato de que as alergias alimentares estão aumentando em número, mesmo antes da introdução da vacina rotavírus, em 2006.
Portanto, as Sociedades Brasileiras de Alergia e Imunologia (ASBAI), Imunizações (SBIm) e de Pediatria (SBP - Departamentos de Imunizações e Alergia) reafirmam a eficácia e a segurança das vacinas rotavírus e recomendam o uso rotineiro no calendário vacinal da criança, face à grande importância e impacto que a doença tem na saúde infantil.
Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908

Fonte científica: http://www.sbp.com.br/…/u…/2017/05/aaai_vol_1_n_1_a6-003.pdf


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Será que o cocô do seu filho está normal?

Utilizamos essas figuras de cocô para facilitar a visualização se as fezes da criança são normais e segue abaixo a Escala de fezes de Bristol:

Tipos 1 e 2 - indicam CONSTIPAÇÃO (intestino preso)

Tipos 3 e 4 - NORMAIS

Tipos 5 a 7 - Fezes pastosas a diarreicas

Obs:
- Bebês em aleitamento materno exclusivo sempre têm fezes amolecidas;
- Crianças até 2 anos tendem a ter fezes mais pastosas e é normal vermos pedaços de comida nelas.

Na dúvida, procure um gastropediatra!


Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908
danielagastropediatra@outlook.com

Entrevista - Síndrome das Eliminações

Saiba mais sobre Síndrome das Eliminações que é quando a criança prende o cocô e o xixi:


quinta-feira, 18 de maio de 2017

QUEIXAS GASTROINTESTINAIS EM BEBÊS E CRIANÇAS

Os dois primeiros anos de vida são importantes pela elevada velocidade de crescimento e desenvolvimento dos órgãos, por isso podem surgir sintomas gastrointestinais no bebê. Esse desenvolvimento não é apenas anatômico, mas também imunológico e da microbiota intestinal.

Por tudo isso, é frequente a ocorrência de sintomas digestivos, como regurgitações, vômitos, cólicas, diarreia e constipação intestinal. Muitos desses sintomas podem ser transitórios e são atribuídos à imaturidade e/ou como parte do desenvolvimento do trato gastrintestinal.


DISTÚRBIOS GASTROINTESTINAIS EM BEBÊS E CRIANÇAS:

CÓLICA DO LACTENTE: comum nos bebês saudáveis até 4 meses de idade, caracterizada por episódios de choro ou irritabilidade que podem durar até 3 horas, 3 vezes na semana por pelo menos 1 semana, com início e fim sem motivo. Não tem indicação de tratamento medicamentoso.

DISQUESIA DO LACTENTE: esforço e choro em bebês saudáveis antes da eliminação de fezes moles. Melhora com o crescimento do bebê.


 CONSTIPAÇÃO INTESTINAL FUNCIONAL: dificuldade para evacuar e/ou fezes muito grossas e/ou crianças que seguram o cocô e demoram mais de 2 dias para evacuar. Deve ser tratada e acompanhada com pediatra e gastropediatra.

DIARREIA FUNCIONAL (SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL): acomete crianças entre 6-36 meses de idade que apresentam fezes mais amolecidas, 3 ou mais vezes ao dia, sem prejudicar o peso e a alimentação. Tende a melhorar espontaneamente.

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE): está presente quando o refluxo gastroesofágico ocasiona sintomas que constituem incomodo e/ou complicações. As crianças apresentam regurgitações e/ou vômitos recorrentes acompanhados de déficit de ganho de peso; comportamento estressado ou choro sem explicação.

Tem indicação de tratamento com medicação e acompanhamento com gastropediatra.
Mais informações: DRGE

ALERGIA À PROTEÍNA DO LEITE DE VACA (APLV): reação adversa à saúde provocada por reação imunológica desencadeada pelo contato com a proteína do leite de vaca. Os bebês, principalmente os menores de 2 anos, geralmente manifestam a APLV NÃO MEDIADA POR IgE e os sintomas mais frequentes são:
- Sangue e muco nas fezes
- Diarréia persistente
- Vômitos /regurgitações
- Refluxo gastroesofágico de difícil controle
- Baixo ganho de peso
- Distensão abdominal
- Cólicas abdominais intensas
- Irritabilidade extrema
- Assaduras recorrentes ou de difícil tratamento
Na maioria das vezes, o diagnóstico deve ser confirmado pelo teste de desencadeamento com o alimento suspeito a ser feito após 4 a 12 semanas do início da dieta de eliminação quando os sintomas já foram controlados. 
O aleitamento materno exclusivo sempre deve ser estimulado e mantido.

Acesse: Tudo sobre APLV

Se seu bebê apresenta alguma queixa gastrointestinal, consulte um GASTROPEDIATRA

Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908



terça-feira, 18 de abril de 2017

ADENITE MESENTÉRICA

A ADENITE MESENTÉRICA é uma inflamação dos nódulos linfáticos ou linfonodos (popularmente chamados de ínguas) que estão presentes no intestino. Pode acontecer em qualquer idade, mas é mais frequente em crianças e adolescentes.
A adenite mesentérica ocorre quando há alguma infecção viral ou bacteriana em qualquer parte do corpo, já que o intestino é responsável também por grande parte da produção de defesa do nosso organismo.
Os principais sintomas são:
- DOR ABDOMINAL INTENSA
- FEBRE
- VÔMITOS E DIARREIA
O diagnóstico é dado por meio de exames de imagem, como ULTRASSONOGRAFIA de abdome ou TOMOGRAFIA de abdome.
O tratamento deve ser orientado pelo pediatra ou pelo GASTROPEDIATRA. Geralmente são recomendados remédios analgésicos para controlar os sintomas até o organismo eliminar o vírus. Quando o problema é causado por infecção bacteriana, pode ser necessário o uso de antibióticos.
Na dúvida, consulte um gastropediatra.
Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908
danielagastropediatra@outlook.com



sábado, 15 de abril de 2017

Feliz Páscoa

A Páscoa no Brasil é comemorada com ovos de chocolate e por isso, precisamos saber a diferença entre chocolate SEM LACTOSE (ou zero lactose) e chocolate SEM LEITE (sem a proteína do leite de vaca).
Os produtos SEM LACTOSE são desenvolvidos para as pessoas que apresentam INTOLERÂNCIA À LACTOSE, que é a má absorção da lactose no intestino devido à deficiência da enzima lactase. Esses produtos contêm leite (a proteína do leite), mas são acrescidos de lactase para terem uma quantidade mínima de lactose podendo ser consumidos pelos intolerantes à lactose.
Saiba mais no meu blog:
Já os pacientes com ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA (APLV) devem consumir produtos SEM A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA (alguns casos também devem evitar a proteína da soja). Na APLV, o sistema de defesa reage contra a proteína do leite de vaca e as reações são variáveis, desde colite alérgica que é a presença de diarreia com sangue e muco até reação anafilática, dependendo do mecanismo imunológico envolvido. O ideal é sempre ler o rótulo que tem que especificar os ingredientes presentes no alimento.
Saiba mais sobre APLV no meu blog:
Na dúvida, consulte seu médico assistente ou marque consulta com um gastropediatra ou um alergista pediátrico.
Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908