domingo, 14 de outubro de 2018

SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL

Síndrome do Intestino Irritável 
É uma doença funcional caracterizada por dor abdominal recorrente, gases, inchaço na barriga e mudança nas fezes - diarreia e/ou constipação.
Por ser funcional está relacionada ao eixo cérebro e intestino e tende a aparecer em momentos de estresse e distúrbios emocionais. 
Os exames são normais e não há uma alteração nos órgãos intestinais. 
Quando aparece na infância atinge crianças maiores de 5 anos e adolescentes. 
O tratamento consiste na mudança do estilo de vida e dieta saudável. Alguns pacientes se beneficiam com o uso de probióticos e outros vão precisar de medicação e psicoterapia. 
Na dúvida, procuro um especialista da área de Gastroenterologia.
Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM 20908 / RQE 12409


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Intestino Preso - CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

A criança apresenta intestino preso quando faz duas ou menos evacuações na semana, ou seja, fica 2 a 3 dias sem fazer cocô e acaba eliminando fezes mais grossas ou em bolinhas, com dificuldade e/ou dor. 
Muitas vezes, essas crianças seguram o cocô e ficam fazendo comportamento de retenção tentando inibir a vontade ou se escondem para evacuar ou fazem cocô na roupa ou em locais impróprios por estarem com medo e relacionarem o banheiro/vaso como um momento de dor e sofrimento.
O tratamento consiste no aumento da ingestão de fibras e líquidos, mas também é necessário o uso de medicações para amolecerem as fezes. 
Não demore em procurar um GASTROPEDIATRA para ajudar seu filho (a), constipação tem tratamento!
Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908
danielagastropediatra@outlook.com


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

APLV - qual leite usar?

Quando o bebê tem alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e não mama leite materno ou precisa de fórmula como complemento, qual leite especial escolher?
A recomendação atual é optar pelas fórmulas extensamente hidrolisadas, pois os estudos mostram que ajudam na aquisição da tolerância (cura) mais cedo da alergia. 
As fórmulas de aminoácidos têm indicação na minoria dos pacientes que são os mais graves.
Não devem ser usadas bebidas vegetais (leite de arroz, aveia etc) como substitutos das fórmulas nas crianças menores de 2 anos de idade.
Lembrando que o leite materno é o melhor alimento para o seu bebê e deve ser mantido sempre que possível.
Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908



sábado, 30 de junho de 2018

REFLUXO GASTROESOFÁGICO

O Refluxo Gastroesofágico (RGE) é caracterizado pelo retorno de conteúdo gástrico para o esôfago, atingindo, algumas vezes, a faringe, a boca e as vias aéreas superiores. 
O RGE fisiológico (considerado normal) nos bebês é caracterizado por regurgitações ou golfadas (6 ou mais vezes ao dia), sem perda de peso, sem irritabilidade e sem outras queixas. Afeta até 60 % dos lactentes, pode começar  antes dos 2 meses de idade, mas 90 a 95 % dos casos resolvem até 1 ano de idade.
Já a DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE) nos bebês se manifesta com regurgitações frequentes, vômitos intensos, dificuldade durante a mamada (se joga para trás ao mamar ou após a mamada), baixo ganho de peso, choro contínuo, irritabilidade e alteração no sono. Nas crianças maiores e adolescentes, as principais queixas são azia, dor atrás do peito e dor no estômago.
O diagnóstico é clínico através da consulta e exame físico. 
Ultrassom de abdome não é mais usado para diagnóstico de RGE, só tendo indicação para excluir malformações como estenose hipertrófica de piloro. Outros exames como phmetria e endoscopia devem só devem ser solicitados por gastropediatra e em casos com refluxo de difícil controle.
No RGE fisiológico não se deve usar medicação e a orientação são medidas posturais: manter o bebê em pé no colo 20 minutos após as mamadas e dormir de barriga para cima com elevação da cabeceira em 30 graus.
O tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) deve ser avaliado por um gastropediatra e atualmente preconiza-se o uso mínimo de medicações anti-ácidas pelo menor tempo possível. 
Nos bebês com irritabilidade intensa e choro constante, deve-se pensar em ALERGIA À PROTEÍNA DO LEITE DE VACA (APLV) e fazer dieta de exclusão da proteína do leite por 2 a 4 semanas como teste terapêutico.

Esse post foi feito baseado no consenso sobre RGE da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e ESPGHAN (European Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology, and Nutrition).

Dúvidas? Me escreva :)
danielagastropediatra@outlook.com

Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908



quarta-feira, 20 de junho de 2018

Você sabia que a pipoca é riquíssima em fibras ?

As fibras auxiliam na prevenção e tratamento da constipação intestinal (intestino preso), pois agem aumentando o volume fecal, estimulando a motilidade intestinal pela distensão do cólon, contribuem pela captação de água e são fermentadas no trato gastrointestinal, estimulando assim o crescimento de bactérias benéficas, que melhoram o trânsito intestinal e a frequência de evacuações.
Todas as frutas, verduras, legumes e alimentos integrais apresentam fibras.
Quando se aumenta a ingestão de fibras, devemos beber mais líquidos, principalmente água, para deixar as fezes bem formadas.
Como a maioria das crianças adora pipoca, é uma ótima opção de lanche.

OBS: A pipoca deve ser oferecida para crianças que já sabem mastigar, de preferência após 2 anos de idade para evitar engasgos.
Dra. Daniela Mendonça 
Gastropediatra
CRM 20908


entrevista Dra. Dani e a nutricionista Fabia - APLV


Segue abaixo a entrevista dada por mim e pela Fabia (nutricionista que trabalha comigo) sobre ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA.