Dra Dani é gastropediatra e apaixonada pelo que faz. O blog traz informações sobre doenças do sistema digestivo nas crianças e adolescentes, como alergias alimentares (APLV), refluxo gastroesofágico, constipação intestinal e muito mais.
https://www.facebook.com/danielagastropediatra/
Esse livro infantil aborda o comportamento de retenção, que é quando a criança segura o cocô.
É uma historinha bem divertida e engraçada e, ajuda muito a criança a entender e melhorar dessa fase.
Se seu filho(a) fica mais de 2 dias sem evacuar e/ou quando faz, são
fezes em bolinha ou grosseiras (grandes), ou sofre para fazer cocô ou
prende o cocô, ele tem constipação intestinal e precisa de tratamento.
A PSEUDOCONSTIPAÇÃO
DO LACTENTE – FALSA CONSTIPAÇÃO DO BEBÊ ocorre em bebês com menos de 6
meses de idade que estão em aleitamento materno exclusivo. Caracteriza-se pela
eliminação de fezes amolecidas em intervalos superiores a três dias e que, às
vezes, podem atingir duas a três semanas. Isso acontece geralmente entre 2 e 4
meses de idade quando o intestino está em pleno amadurecimento e é uma condição
comum e normal em bebês saudáveis que ganham peso e se desenvolvem
adequadamente.
O bebê também pode fazer força,
ficar vermelho e chorar na hora de evacuar, apresentando fezes amolecidas e
normais após esse ato. Esse quadro também é normal e se chama DISQUESIA,
ocorre por haver incoordenação entre o aumento da pressão no abdome da criança
e o relaxamento e abertura do esfíncter anal para que as fezes possam ser
eliminadas.
Todas essas situações são
consideradas NORMAIS e não requerem tratamento e, com o tempo
e o amadurecimento do intestino, elas vão desaparecendo.
Dra Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908
Qualquer
dúvida, entre em contato aqui ou via email: danielagastropediatra@outlook.com
Com a chegada do verão há uma maior
disseminação de enterovírus que são vírus que têm preferência pelo intestino e
por isso causam GASTROENTERITE AGUDA / DIARREIA AGUDA, que é a
famosa VIROSE.
Outra causa muito comum de diarreia e vômitos
nessa época, é a INTOXICAÇÃO
ALIMENTAR devido à má conservação dos alimentos e/ou
contaminação dos alimentos após manipulação por pessoas que não realizaram a
lavagem das mãos de forma adequada.
Os sintomas são:
- DIARREIA – aumento do número de evacuações
e/ou mudança da consistência das fezes para mais amolecidas e líquidas
- VÔMITOS e NÁUSEAS
- DOR ABDOMINAL
- MAL ESTAR GERAL
- Pode ou não ter FEBRE
# Indicações de ir ao HOSPITAL para
atendimento médico:
- Sinais de DESIDRATAÇÃO:
- Boca seca
- Olhos fundos e sem lágrimas
- Sem diurese (xixi) há mais de 8 horas
- Irritabilidade ou apatia (sonolência)
- VÔMITOS
INCOERCÍVEIS
(Vômitos constantes que não melhoram mesmo após
medicação ou soro de reidratação oral)
- Diarreia com sangue (DISENTERIA)
# TRATAMENTO:
O tratamento é repor as perdas por meio
da hidratação, que pode ser:
- Hidratação via oral (pela boca) – SORO DE REIDRATAÇÃO ORAL, que deve
ser oferecido após cada diarreia e vômito.
- Hidratação endovenosa (soro na veia) nos
casos mais graves.
Além disso, a dieta deve ser leve, em pequenas
porções várias vezes ao dia.
Em crianças, não se deve dar isotônicos, o
ideal é sempre oferecer o soro de reidratação oral e atualmente existem várias
formulações com sabores e por isso, com melhor aceitação.
A diarreia aguda pode durar até 14 dias, se não
melhorar após esse período, procure o médico (pediatra ou gastropediatra).
Na colite alérgica, essa inflamação é causada
pelo contato de proteínas alergênicas alimentares com o intestino, provocando
lesões microscópicas e sofrimento intestinal.
A principal causa de colite alérgica
em bebês e crianças é a ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA (APLV).
E a principal manifestação da
colite alérgica é DIARREIA COM SANGUE E MUCO.
Portanto, na colite alérgica, o
paciente pode apresentar qualquer um desses SINAIS E SINTOMAS:
- DIARREIA (que é o aumento do
número de evacuações e/ou a mudança da consistência das fezes para mais
amolecidas);
-
Fezes com sangue e muco;
-
Cólicas intestinais intensas;
-
Distensão abdominal (barriga muito inchada);
-
Irritabilidade intensa.
É importante frisar que MUCO ISOLADOnão é considerado reação alérgica de colite, ou
seja, se a criança apresentar muco (catarro) nas fezes sem outros sintomas, é
considerado normal. Mas se apresentar fezes com muco
e sangue ou presença de muco nas fezes e cólicas intensas ou muco nas fezes e
irritabilidade intensa, ou seja, fezes com muco e mais algum outro sintoma, aí
sim é considerado reação alérgica.
O bebê com APLV não mediada por
IGE (saiba no Post sobre APLV) geralmente precisa de um período entrando em
contato com leite para apresentar os sintomas da colite, esse tempo varia de 7
dias a 2 meses em média, mas pode demorar mais. Esse contato pode ser direto ao ingerir leite (fórmulas para lactentes) ou indireta, através da ingestão de leite materno e a mãe consumindo leite, derivados e alimentos contendo leite.
O tratamento da colite alérgica é
a exclusão do alimento alergênico da dieta, no caso da APLV, a proteína do
leite de vaca deve ser retirada da dieta por um período que varia de 3 meses a
5 anos. (Saiba mais: cura da APLV)
Se seu filho apresenta esse quadro clínico, procure um gastropediatra para acompanhamento e tratamento.
A FRUTOSEMIA é uma doença genética que ocorre a
deficiência da enzima frutose-1-fosfato aldalase B que serve para digerir a
FRUTOSE que é o açúcar das frutas, de alguns legumes e do mel. Como o
organismo não consegue digerir a frutose, essa se acumula no fígado, rins e
intestino, que acarreta vários problemas ao paciente.
O diagnóstico é pensado quando a
criança começa a apresentar sintomas após comer frutas, como:
- Dor abdominal
- Vômitos
- Palidez e sudorese
- Letargia (a criança
fica mole e sonolenta)
- Hipoglicemia
(abaixa o açúcar no sangue)
- Convulsão
- Icterícia (coloração
amarelada dos olhos e da pele)
- Aumento do tamanho
do fígado
Os exames para confirmação
da frutosemia são:
- Teste de tolerância a frutose (não indicado para a maioria
dos pacientes pelos riscos);
- Pesquisa da deficiência da enzima aldolase (pela
biópsia do fígado)
- Pesquisa genética da mutação
(mas como existem várias
mutações, esse exame negativo não exclui o diagnóstico).
Portanto, quem tem frutosemia NÃO PODE ingerir frutas, doces, açúcar
(sacarose), sorbitol e mel por toda a vida.
Abaixo segue uma tabela dos
alimentos permitidos e proibidos na FRUTOSEMIA:
Alimentos
permitidos
Alimentos
proibidos
Leite materno
Fórmulas infantis com sacarose
ou frutose
Fórmulas infantis sem sacarose
ou frutose
Frutas (exceto limonada e
abacate)
Carne, aves, peixe, ovos
Produtos preparados com açúcar
(incluindo carnes processadas)
Leite e produtos lácteos sem
adição de açúcar
Frutose
Gorduras sem adição de açúcar
Sorbitol
Gelatina, chá, café
Sacarose (açúcar da cana,
açúcar de beterraba, glacê)
Vinagre
Mel, melaço
Glicose, galactose, lactose
Medicamentos com açúcar na
composição. Dar preferência para comprimidos
Vegetais (escarola, alface,
espinafre, aipo)
Vegetais só 2 vezes por semana
(brócolis, couve-flor, rabanete, pimentão verde, pepino)
Cereias (arroz branco, farinha
de centeio, farinha de trigo branca)
Cereais só 2 vezes por semana
(creme de arroz, creme de trigo, farinha de aveia, farelo de trigo)
A
Doença deHIRSCHSPRUNG,
também conhecida como aganglionose intestinal congênita ou Megacólon Congênito,
é uma doença caracterizada pela ausência de células ganglionares nos
plexos nervosos do intestino.
Em resumo, uma parte do
intestino nasce sem a inervação e por isso, a musculatura intestinal não
consegue fazer a contração correta para levar as fezes até o reto e portanto,
não conseguem evacuar.
As crianças com doença de
HIRSCHSPRUNG apresentam intestino preso /constipação
intestinal grave(ficam
mais de 2 semanas sem fazer cocô), aceitam menos a alimentação, ganham pouco
peso (e até ficam desnutridas) e geralmente têm barriga grande e estufada.
O diagnóstico é dado
através de um RX contrastado (enema opaco), manometria anorretal e
biopsia.
O tratamento é sempreCIRÚRGICO.
Portanto, se seu filho tem
intestino preso, procure um gastropediatra para investigação e tratamento
correto.
O lagarto que segurava o cocô é um livro infantil que aborda o comportamento de retenção, que é quando a criança segura o cocô por
ter medo de evacuar, o que acontece com frequência após ter feito fezes
grosseiras com dor e esforço.
É uma historinha bem divertida e engraçada e,
ajuda muito a criança a entender e melhorar dessa fase.
A autora do livro, Rachel Kleinubing, entrou no mundinho infantil e criou o Ubaldo, um lagartinho muito fofo que faz as crianças e nós mamães e papais (e eu Gastropediatra rss) se apaixonarem por ele.
Se seu filho(a) fica mais de 2 dias sem evacuar
e/ou quando faz, são fezes em bolinhas ou grosseiras (grandes), ou sofre para
fazer cocô ou prende o cocô, ele tem constipação intestinal (intestino preso) e
precisa de tratamento. Procure um gastropediatra! Para saber mais sobre constipação intestinal, acesse: Constipação no blog