quarta-feira, 22 de março de 2017

SÍNDROME DE DISFUNÇÃO DAS ELIMINAÇÕES

Algumas crianças com constipação intestinal (intestino preso) também apresentam dificuldade no controle da urina, podendo ter infecções urinárias de repetição ou enurese diurna e/ou noturna (perda de urina nas roupas).
Por terem a mesma origem embriológica e inervação, além da proximidade anatômica, a coexistência de distúrbios do controle intestinal e urinário é bastante frequente e tem sido denominada Síndrome de Disfunção das Eliminações.
Constipação intestinal crônica funcional na infância é quando a criança demora dias para evacuar (menos de 3 vezes na semana) e acaba evacuando fezes muito grosseiras (que até entopem o vaso sanitário) e/ou fezes em cíbalos (em bolinhas) e/ou com muito esforço e sofrimento para evacuar. Algumas vezes, sujam a roupa com pequena quantidade de fezes e a maioria reclama de dor abdominal.
As crianças que sofrem para evacuar acabam fazendo contração da musculatura do assoalho pélvico para prender o cocô por medo, e consequentemente prendem o xixi também, o que altera o funcionamento normal do armazenamento e eliminação da urina, predispondo a quadros de infecção urinária, incontinência e até mesmo refluxo urinário.
Esses pacientes devem ser acompanhados em conjunto por um GASTROPEDIATRA para o tratamento da constipação intestinal e por um NEFROPEDIATRA para tratamento e prevenção das complicações do trato urinário.
Dúvidas? Mande mensagem aqui ou via email: 
danielagastropediatra@outlook.com ou dradesireetavares@gmail.com
Dra. Daniela Mendonça Gastropediatra
CRM SC 20908
&
Dra. Desiree Tavares Nefropediatra
CRM SC 11663

Blog da Dra Desiree Nefropediatra


terça-feira, 14 de março de 2017

APLV e OUTROS LEITES

Uma dúvida comum é se a criança com ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA (APLV) pode tomar LEITE DE CABRA ou outros leites como substitutos do LEITE DE VACA e a resposta correta é: NÃO PODE.
Na APLV ocorre uma reação do sistema imune contra a proteína do leite de vaca e a proteína do leite de cabra é semelhante a proteína do leite de vaca e por isso pode acontecer o que chamamos de REAÇÃO CRUZADA em 87 a 97 % dos pacientes com APLV, ou seja, o organismo entende que o leite de cabra é semelhante ao leite de vaca e acaba reagindo igual.
O LEITE DE BÚFALA também NÃO deve ser usado, pois faz REAÇÃO CRUZADA em 90% dos pacientes com APLV.
Já o LEITE DE SOJA pode fazer REAÇÃO CRUZADA em 70 % dos pacientes com APLV não mediada por IgE, mas pode ser uma opção de uso nos pacientes com APLV mediada por IgE a partir dos 6 meses de idade. Mesmo assim, indicamos para poucos pacientes porque ainda faltam estudos mais aprofundados sobre seus efeitos hormonais nas crianças.
Portanto, o bebê com APLV deve ser acompanhado por um GASTROPEDIATRA para indicar a fórmula correta para sua nutrição e tratamento adequados, lembrando que o LEITE MATERNO é sempre o melhor alimento para o bebê.         
Saiba mais sobre APLV                               
Dúvidas? Escreva aqui ou mande um email: danielagastropediatra@outlook.com
Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908




sábado, 25 de fevereiro de 2017

Restrições Alimentares na Escola




ALERGIAS ALIMENTARES
Alergia alimentar é quando o organismo faz uma reação imunológica produzindo anticorpos contra a proteína de um ou mais alimentos.
Os principais alimentos alergênicos são:

- LEITE DE VACA
- SOJA
- OVO
- CASTANHAS / AMENDOIM
- TRIGO
- CAMARÃO / FRUTOS DO MAR


As alergias alimentares tendem a melhorar com o tempo, exceto alergia ao camarão e ao amendoim que são permanentes.
Além disso, a criança pode apresentar desde sintomas leves como diarreia e vômitos até reação grave anafilática com manchas na pele e edema de glote, evoluindo para insuficiência respiratória. Portanto, é importante que os pais levem um relatório do médico explicando qual o grau da alergia do seu filho e quais alimentos devem ser evitados.
Os pacientes que apresentam reação grave, devem ter também uma receita médica com o plano de tratamento caso a criança entre em contato com o alimento alergênico e apresente reação.
A equipe da escola deve estar ciente quem são os alunos com restrições alimentares e monitorar essas crianças na hora do lanche para evitar compartilhamento de alimentos e contaminações (como usar os mesmos copos e talheres entre crianças não alérgicas e crianças alérgicas).

INTOLERÂNCIA À LACTOSE
A intolerância à lactose é uma má absorção intestinal da lactose que é o açúcar do leite devido a deficiência da enzima lactase.
Pode aparecer desde 2 anos de idade até a velhice.
As crianças intolerantes à lactose podem ingerir alimentos contendo leite, como bolos e bolachas sem recheios, mas os derivados (queijos e iogurtes) e o leite devem ser sem lactose (produtos ZERO LACTOSE).
Os sintomas desses pacientes ao ingerir a lactose são vômitos, diarreia e dor abdominal que melhoram em algumas horas espontaneamente.
Essas crianças devem levar um relatório médico descrevendo o que podem ingerir com leite, que dependerá do exame de teste de tolerância à lactose e da sensibilidade pessoal.


DOENÇA CELÍACA
É uma doença auto imune que leva à inflamação crônica do intestino devido à ingestão do glúten, que é a proteína do trigo, centeio, cevada, aveia e malte.


Os sintomas são variáveis como diarreia, baixo ganho de peso, baixa estatura, anemia crônica até pacientes assintomáticos.
Na escola é importante que essas crianças não comam nada que contenha glúten, nem traços que são pequenas contaminações de glúten (como usar o mesmo óleo que fritou algum alimento contendo trigo e depois fritar outro sem glúten). Qualquer pequeno contato com o glúten faz o intestino permanecer inflamado e a doença sem controle.
O ideal é que essas crianças levem seus lanches de casa e os pais levem um relatório médico para a escola.



Sabemos que as alergias e intolerâncias alimentares estão cada vez mais frequentes e essas crianças precisam frequentar a escola com segurança e apoio.
Qualquer dúvida, escreva aqui ou via email: danielagastropediatra@outlook.com

Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra 
CRM-SC 20908 / CRM-SP 117374


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Cólica do lactente



A cólica do lactente é um quadro transitório, que pode iniciar a partir da primeira semana de vida e que geralmente melhora espontaneamente até os quatro meses de idade.
É caracterizada por choro, irritabilidade e/ou agitação do bebê, com início e término sem motivo, podendo durar até 3 horas durante o dia, pelo menos 3 vezes na semana por 1 semana ou mais. Geralmente começa no final da tarde ou à noite.
São bebês saudáveis que ganham peso adequadamente e mamam bem.
E por isso, é importante manter a calma e deixar o bebê confortável no colo, colocar compressa morna na barriga ou dar um banho morno, manter o ambiente tranquilo e evitar dar remédios ou chás.
Ainda não se tem uma causa definida para as cólicas e a mãe que amamenta não deve fazer dietas restritivas, pois ainda é controversa a relação da alimentação materna como causa de cólicas no bebê.
Alguns estudos demonstram benefícios no uso de probióticos para a redução das cólicas, mas ainda são necessárias mais pesquisas para adequação da dose e composição de probióticos administradas ao lactente.  
É importante comentar que o leite materno é o mais perfeito fornecedor de probióticos ao bebê.
Os bebês com cólicas intensas intratáveis devem ser avaliados pelo gastropediatra para excluir causas orgânicas, são elas:
- Constipação intestinal
- Alergia à proteína do leite de vaca (APLV)
- Doença do refluxo gastroesofágico
- Fissura Anal
Portanto, qualquer dúvida, converse com seu pediatra ou procure um GASTROPEDIATRA.
Dra Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O Livro do Ubaldo chegou :)

Oiess recebi alguns exemplares do livro "O lagarto que segurava o cocô", quem tiver interesse em comprar um, mande mensagem aqui ou via email:
danielagastropediatra@outlook.com 

E dá para comprar também pelo site:
Editora Inverso

Esse livro infantil aborda o comportamento de retenção, que é quando a criança segura o cocô. 
É uma historinha bem divertida e engraçada e, ajuda muito a criança a entender e melhorar dessa fase.

Se seu filho(a) fica mais de 2 dias sem evacuar e/ou quando faz, são fezes em bolinha ou grosseiras (grandes), ou sofre para fazer cocô ou prende o cocô, ele tem constipação intestinal e precisa de tratamento. 
 Procure um Gastropediatra!
Dra. Daniela Mendonça
CRM SC 20908

Locais de atendimento, acesse o site:
site da Dra Dani


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

FALSA CONSTIPAÇÃO DO BEBÊ

PSEUDOCONSTIPAÇÃO DO LACTENTE – FALSA CONSTIPAÇÃO DO BEBÊ ocorre em bebês com menos de 6 meses de idade que estão em aleitamento materno exclusivo. Caracteriza-se pela eliminação de fezes amolecidas em intervalos superiores a três dias e que, às vezes, podem atingir duas a três semanas. Isso acontece geralmente entre 2 e 4 meses de idade quando o intestino está em pleno amadurecimento e é uma condição comum e normal em bebês saudáveis que ganham peso e se desenvolvem adequadamente.

O bebê também pode fazer força, ficar vermelho e chorar na hora de evacuar, apresentando fezes amolecidas e normais após esse ato. Esse quadro também é normal e se chama DISQUESIA, ocorre por haver incoordenação entre o aumento da pressão no abdome da criança e o relaxamento e abertura do esfíncter anal para que as fezes possam ser eliminadas.
Todas essas situações são consideradas NORMAIS e não requerem tratamento e, com o tempo e o amadurecimento do intestino, elas vão desaparecendo.
Dra Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM SC 20908
Qualquer dúvida, entre em contato aqui ou via email: danielagastropediatra@outlook.com


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

DIARREIA AGUDA / VIROSE

DIARREIA E VÔMITOS – GASTROENTERITE AGUDA

Com a chegada do verão há uma maior disseminação de enterovírus que são vírus que têm preferência pelo intestino e por isso causam GASTROENTERITE AGUDA / DIARREIA AGUDA, que é a famosa VIROSE.
Outra causa muito comum de diarreia e vômitos nessa época, é a INTOXICAÇÃO ALIMENTAR devido à má conservação dos alimentos e/ou contaminação dos alimentos após manipulação por pessoas que não realizaram a lavagem das mãos de forma adequada.

Os sintomas são:
- DIARREIA – aumento do número de evacuações e/ou mudança da consistência das fezes para mais amolecidas e líquidas
- VÔMITOS e NÁUSEAS
- DOR ABDOMINAL
- MAL ESTAR GERAL
- Pode ou não ter FEBRE

# Indicações de ir ao HOSPITAL para atendimento médico:
- Sinais de DESIDRATAÇÃO:
            - Boca seca
            - Olhos fundos e sem lágrimas
            - Sem diurese (xixi) há mais de 8 horas
            - Irritabilidade ou apatia (sonolência)
VÔMITOS INCOERCÍVEIS
(Vômitos constantes que não melhoram mesmo após medicação ou soro de reidratação oral)
- Diarreia com sangue (DISENTERIA)
# TRATAMENTO:
 O tratamento é repor as perdas por meio da hidratação, que pode ser:
- Hidratação via oral (pela boca) – SORO DE REIDRATAÇÃO ORALque deve ser oferecido após cada diarreia e vômito.
- Hidratação endovenosa (soro na veia) nos casos mais graves.
Além disso, a dieta deve ser leve, em pequenas porções várias vezes ao dia.
Em crianças, não se deve dar isotônicos, o ideal é sempre oferecer o soro de reidratação oral e atualmente existem várias formulações com sabores e por isso, com melhor aceitação.
A diarreia aguda pode durar até 14 dias, se não melhorar após esse período, procure o médico (pediatra ou gastropediatra).
Dra. Daniela Mendonça
Gastropediatra
CRM 20908 / RQE 12409